quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SCIUSCIÀ, ENGRAXADOR DE SAPATOS



 SCIUSCIÀ, ENGRAXADOR DE SAPATOS (1946)


“Sciuscià”, de 1946, é o primeiro grande filme realizado por Vittorio De Sica, que, dois anos depois, nos daria a sua primeira obra-prima, “Ladrões de Bicicletas”. Mas Vittorio De Sica tinha atrás de si, como actor, uma carreira já de algum conforto, tanto no teatro como no cinema. Desde muito novo que se tornara um actor carismático em comédias ligeiras, até que em 1940 inicia o seu trajecto como realizador, prolongando atrás das câmaras o mesmo tipo de filmes: “Rosas de Sangue” (1940), “Maddalena... Zero in Condotta” (1940), “Uma Rapariga às Direitas” (1941), “Un Garibaldino al Convento” (1942), ou “As Portas do Céu” (1945). Nos inícios da década de 40, encontra Cesare Zavattini, argumentista e crítico, o grande teórico do neo-realismo, e estabelece com este escritor uma colaboração que vai dar os seus frutos nos anos imediatos e se estenderia depois ao longo de toda a vida de ambos. Em 1944, “I Bambini ci Guardano” é já um reflexo desse trabalho conjunto, a que se seguem “Sciuscià” (1946), “Ladrões de Bicicletas” (1948), “O Milagre de Milão” (1951), “Humberto D” (1952) ou “Estação Terminus” (1953), para só citar os melhores exemplos desta época.
“Sciuscia” é bem um exemplo típico do que se entendeu por neo-realismo nesta primeira fase, ainda durante os anos 40. Continuando a acompanhar protagonistas muito jovens, uma tendência que já se esboçara em “I Bambini ci Guardano” e iria continuar em “Ladrões de Bicicletas”, o filme centra a sua atenção num grupo de miúdos que sobrevive nas ruas de Roma, logo depois do término da II Guerra Mundial, tendo como precário emprego ser engraxador de sapatos, sobretudo das botas dos soldados norte-americanos então instalados no país.
Roma é, portanto, o cenário, corre o ano de 1945. Giuseppe (Rinaldo Smordoni) e Pasquale (Franco Interlenghi), engraxadores de sapatos, em inglês “shoe shine”, donde a corruptela italiana de “sciuscià”, vão fazendo pela vida e economizando algumas liras para comprarem um cavalo, sonho de ambos. Claro que não é só a profissão de engraxadores que lhes permite ter esse sonho. Vão fazendo biscates, alguns mais clandestinos que outros, como a venda a uma vidente de cobertores roubados, o que os leva à prisão. Um dos traficantes adultos que está por detrás desta venda ilícita é irmão de Giuseppe. Este facto impede-os de denunciaram os comparsas, quando são apanhados, julgados e condenados a uma pena num reformatório-cadeia. Antes, porém, ainda têm tempo de comprar o cavalo que não chegam, no entanto, sequer a gozar, pois o animal fica com o tratador que o vai alugando, enquanto os miúdos se encontram atrás das grades. Separados, colocados em celas diferentes, são assim manipulados pela polícia até um deles ceder e denunciar os restantes traficantes. Sobem as acusações de traição e, de peripécia em peripécia, o drama acaba em tragédia.
Esta estrutura melodramática serve na perfeição a De Sica para oferecer uma vasta panorâmica sobre a pobreza e a ausência de valores que se expandem por uma Itália miserável que procura sobretudo sobreviver, lançando mão de expedientes vários e oferecendo as crianças como escudos frágeis para adultos sem escrúpulos. O que mais choca é a forma como a amizade cúmplice de Giuseppe e Pasquale é destruída, como a inocência da dessa juventude é adulterada, como a dedicação que existe entre ambos é torpedeada e devastada. Por detrás deste retrato, vislumbra-se a sociedade italiana saída da guerra, desde o dia-a-dia nas ruas, até à vida no interior de uma cadeia para crianças, das casas de videntes à economia paralela que se estabelece sempre em tais casos. Há um entrelaçar de acusações equivocas ou falsas e de consequências mais ou menos previsíveis que colocam o filme do lado da metáfora social e da alegoria poética que transformaram a obra num exemplo e numa referência do movimento que então começava a emergir em Itália.
Os rostos são os do povo anónimo, ainda que um ou outro desses actores, recrutados no meio da massa indiscriminada, possa ter vingado no futuro como actor profissional – é o caso de Franco Interlenghi (Pasquale), que se manteve até 2010 como intérprete de dezenas e dezenas de obras, depois da sua estreia em “Engraxador de Sapatos”. Voltaremos a vê-lo, por exemplo, em “Os Inúteis”, de Fellini, e “O General Della Rovere”, de Rosselllini.


O filme surpreendeu as plateias da época, tendo mesmo ganho um Oscar Honorário, em 1948, prémio que seria o percursor do Oscar depois instituído para “Melhor Filme em Língua não Inglesa”. Mas o sucesso em Itália começou por ser nulo. Este desejo de “descrever e denunciar a realidade social utilizando exteriores reais e actores não profissionais” (Jaques Lourcelles), obrigou o produtor Paolo W. Tamburella a vendê-lo por tuta e meia para França e para os EUA, onde o êxito seria evidente. Como acontece tantas vezes, os italianos viram-se obrigados a descobrir as qualidades da obra à posterior.
Vittorio De Sica explicou, tempos depois, a génese desta obra nas seguintes palavras: “A experiência da guerra foi determinante para todos nós. (…) Procurávamos libertarmo-nos dos nossos erros, olharmo-nos olhos nos olhos, dizer a verdade, descobrir o que eramos realmente, e procurar a salvação. Creio que “Sciuscià”, filme que nasceu desta necessidade, marcou o fim das minhas realizações comerciais”. Daí em diante De Sica encontra a sua própria voz, assumindo-se como um dos chefes de fila do neo-realismo, um movimento que andou paredes meias com o entusiasmo comunista que então imperava, mas que evidenciou uma multiplicidade de caminhos diversificados, desde o catolicismo progressista, de Fellini ou Rossellini, ao marxismo mais ortodoxo de Guiseppe De Santis ou Luciano Emmer, ou ao não muito militante de Visconti, Passando pela solidão metafisica de Antonioni, ou pela comédia de costumes de Dino Risi, Monicelli, Germi, entre muitos outros.

 

SCIUSCIÀ, ENGRAXADOR DE SAPATOS
Título original: Sciuscià
Realização: Vittorio De Sica (Itália, 1946); Argumento: Sergio Amidei, Adolfo Franci, Cesare Giulio Viola, Cesare Zavattini; Produção: Paolo William Tamburella; Música: Alessandro Cicognini; Fotografia (p/b): Anchise Brizzi; Montagem: Niccolò Lazzari; Design de produção: Ivo Battelli, Giulio Lombardozzi; Direcção de produção: Nino Ottavi; Assistentes de realização: Elmo De Sica, Argi Rovelli, Umberto Scarpelli, Armando W. Tamburella; Som: Tullo Parmegiani; Companhias de produção: Societa Cooperativa Alfa Cinematografica; Intérpretes: Franco Interlenghi (Pasquale Maggi), Rinaldo Smordoni (Giuseppe Filippucci), Annielo Mele (Raffaele), Bruno Ortenzi (Arcangeli), Emilio Cigoli (Staffera), Pacifico Astrologo, Maria Campi, Antonio Carlino, Angelo D'Amico, Francesco De Nicola, Enrico De Silva, Claudio Ermelli, Leo Garavaglia, Antonio Lo Nigro, Antonio Nicotra, Anna Pedoni, Gino Saltamerenda, Irene Smordoni, Peppino Spadaro, Mario Volpicelli, etc. Duração: 93 minutos; Distribuição em Portugal (DVD): Costa do Castelo Filmes; Classificação etária: M/12 anos; Estreia em Portugal: 20 de Novembro de 1950.

LADRÕES DE BICICLETAS



LADRÕES DE BICICLETAS (1948)

Um conceituado crítico de cinema norte-americano, Godfrey Cheshire, considera que “Citizen Kane” (1941) e “Ladri di Biciclette” (1948) são as duas mais importantes fontes de inspiração para o cinema moderno, e duas obras que abriram o cinema a uma idade adulta. André Bazin, um dos mais importantes críticos de cinema francês, anos antes, num estudo dedicado ao filme, desenvolvia mais ou menos a mesma teoria. Na verdade, se analizarmos as listas dos 10 melhores filmes de sempre que regularmente se estabelecem, sobretudo a partir da década de 50, veremos que as conclusões se têm mantido muito semelhantes ao longo das décadas. Estes dois filmes aparecem invariavelmente entre os primeiros lugares.
“Ladrões de Bicicletas” data de 1948, dois anos depois de Vittorio De Sica ter realizado “Sciuscia” (Engraxador de Sapatos”, outro dos filmes faróis do neo-realismo, mas uns pontos a baixo da obra-prima que nos haveria de dar com “Ladri di Biciclette”. Este é o oitavo título da filmografia deste actor-realizador e testemunha bem o progressivo amadurecimento formal e a aprendizagem do doseamento dramático da sua narrativa. Que o tornam um mestre indiscutível em 1948.
A intriga central do filme é minimalista. Numa Roma saída há pouco da II Guerra Mundial, um desempregado há dois anos, arranja finalmente um emprego como colador de cartazes. O emprego municipal parece sólido, de futuro, mas impõe uma condição: o empregado tem de possuir uma bicicleta própria para deambular pela cidade, com escadote, cartazes e balde de cola. Para Antonio Ricci isso não seria problema se a sua bicicleta não estivesse no prego. Mas Maria, a esforçada e desembaraçada mulher, e o bem avontadado filho Bruno reúnem alguns haveres em casa e conseguem a quantia necessária para recuperar a bicicleta. No dia seguinte Antonio parte feliz para a sua primeira jornada de trabalho, colando nas paredes das avenidas da cidade eterna sedutores cartazes de Rita Hayworth, em “Gilda”. Num momento de descuido, porém, roubam-lhe a bicicleta e o desespero instala-se na família. Antonio corre com o filho pelas ruas e ruelas da vizinhança, à procura do ladrão. Acompanhamos a aflição e angústia que crescem, o desânimo que se avoluma, a revolta que se instala, o acto de vingança que falha, e finalmente pai e filho, de mãos dadas, continuam a caminhar pela cidade. A pé.
Numa Itália destruída pela guerra, onde a miséria e o pequeno delito crescem paredes meias, esta não é uma história invulgar. Rara, todavia, é a sensibilidade demonstrada a conduzir este enredo linear, e a fabulosa conjugação de factores que fazem da obra um filme admirável. O argumento parte de um romance de Luigi Bartolini, adaptado a cinema por uma equipa brilhante, comandada pelo grande teórico do neo-realismo Cesare Zavattini, ao lado de Suso Cecchi D'Amico, Vittorio De Sica, Oreste Biancoli, Adolfo Franci e Gerardo Guerrieri. Zavattini trabalhou com De Sica em vários outros argumentos (inclusive no já citado “Sciuscia”) e teve seguramente influência na forma como a narrativa se desenvolve de forma extremamente inteligente, sem maniqueísmos fáceis, mas reconstituído com justeza o clima humano e social daqueles tempos: entre os bairros pobres e degradados e os estádios monumentais e as escadarias imperiais, herança do fascismo mussoliniano, Antonio e Bruno não procuram apenas reaver a sua bicicleta roubada, mas vão recuperando para o espectador os fantasmas de um passado onde estão mergulhados. Todo o filme é de uma delicadeza tocante e de uma secura de processos invulgar. Não há demagogia fácil, nem slogans políticos ou sociais gritados aos sete ventos. Tudo é discretamente apontado, deixando ao espectador formar as suas considerações. A miséria existe, é visível, mas os armazéns do prego, atulhados de trouxas de roupa dizem mais do que qualquer palavra. E dizem melhor. As obras de caridade que oferecem as sopas aos pobres, fecham-nos nas igrejas, onde têm de assistir à missa para poderem aceder depois à refeição porque se espera sofregamente. As “Santonas” proliferam em terra de muita necessidade e desesperança. As filas de aflitos em busca de uma palavra de esperança, tentam decifrar os enigmas da vidente, deixando depois ficar uma nota de 50 liras, não nas mãos da santona, que as não suja de dinheiro, mas na sua colaboradora mais próxima que organiza a contabilidade da casa. Os estádios a abarrotar de entusiasmo são outro reflexo deste tempo de incerteza, bem como as camionetas carregadas de adeptos ou os comícios da desilusão.

“Ladrões de Bicicetas” é, seguramente, um dos mais perfeitos exemplos do neo-realismo, cumprindo todos os preceitos do movimento que eclodiu em Itália, ainda durante o tempo do fascismo e da guerra, para se impor definitivamente mal esta terminou. Os realizadores procuraram sair dos estúdios e ir ao encontro da realidade das ruas e dos exteriores sem maquilhagem. Procuraram temas sociais, fugindo á mentira e falsidade das comédias de “telefones brancos” e dos épicos a glorificar o mare nostrum romano e a ideia de império. Trocaram-se os actores de profissão por amadores de uma espontaneidade desarmante. A verdade é que os estúdios estavam muitos deles destruídos e a maquinaria não abundava, assim como faltava a película e a filmagem a cor se mostrava demasiado onerosa para as diminutas posses de quem queria fazer os seus filmes. Entre as condições existentes e a vontade de ultrapassar as necessidades e mostrar a realidade do país, nasceu o neo-realismo que iria ter um período de ouro durante a década de 40 e se mostraria de uma influência determinante do futuro, não só no futuro próximo do cinema italiano, em várias derivas do movimento, como internacionalmente. Seria o neo-realismo a estar na base de um outro movimento, a “nouvelle-vague” francesa, que iria surgir no final dos anos 50 e que se iria expandir em diversas formas de “cinema novo” por todo o mundo.
Há, no entanto, que não passar por cima de alguns equívocos que o movimento poderia causar. Nem por ser filmado na rua, quase sem efeitos, recorrendo a actores não profissionais, optando por temas sociais de grande actualidade, e tudo o mais que recomendava o neo-realismo, nem por tudo isso os filmes eram menos “construídos”, enquadrados, montados, até direccionados ideologicamente que qualquer outro produto cinematográfico. O simples facto de enquadrar um assunto é uma forma de manipular esse assunto. O neo-realismo não foi excepção, nem até ao momento existiu alguma forma de ultrapassar esse dado. Criar é manipular. E por vezes a manipulação que se ostenta é a mais sincera e a menos nociva, pois que a de mais fácil verificação.
De todos os modos o neo-realismo teve o condão de “limpar” o cinema de uma certa tralha fascista e de mobilizar o olhar do espectador para uma realidade diferente. Depois, a qualidade do olhar, a sensibilidade demonstrada, a emoção colocada, o rigor ou a exaltação de que cada autor deu plenas provas ao longo das suas carreiras, tudo isso iria influir na importância deste movimento. Muitos realizadores vieram para a rua filmar, com actores amadores, mas nem todos ficaram na história do cinema. Apenas os grandes motivaram esse interesse e justificaram a influência futura. Uma das razões para o sucesso internacional do neo-realismo deve-se à importância de se terem reunido num mesmo momento, em redor de uma mesma ideia, nomes como os de Zavattini, De Sica, Rossellini, Visconti, Fellini, Antonioni e alguns mais.

Voltando a “Ladrões de Bicicleta” e, como atrás já referimos, há que referir a conjugação de vários factores para tornar este título uma obra de eleição. Já salientamos a importância do argumento, da escolha dos cenários naturais, a sensibilidade e inteligência da realização, mas há ainda que referir a escolha dos actores, sem os quais o filme teria sido outro. De Sica parece que terá sido convidado para realizar a obra para o produtor David O’Selznick, imopondo estre a condição de o mesmo ser interpretado por Cary Grant. De Sica preferiu um operário de uma fábrica dos arredores de Roma, um desconhecido Lamberto Maggiorani. Presentemente o filme vive muito do rosto deste homem, bem assi como do fabulosos miúdo Enzo Staiola (Bruno Ricci), e de Lianella Carell (Maria Ricci). Em todos estes casos o acaso teve a sua importância definitiva. É a própria Lianella Carell quem conta que, sendo jornalista, foi um dia entrevistar Vittorio De Sica, na altura em que este escolhia uma popular para interpretar o papel de Maria. Quando a viu à sua frente, De Sica terá dito: “Esta é Maria”, pedindo para a jornalista realizar um teste no dia seguinte. Não sei se a entrevista se efectuou ou não, mas estava descoberta a magnífica e laboriosa mulher de Antonio Ricci, que é, em grande medida, a alma deste filme, onde as mulheres e as crianças ocupam um destacado lugar (como em quase toda a obra deste cineasta). O facto de Antonio andar a colar cartazes de “Gilda” não me parece acidental. De Sica pretendeu seguramente homenagear o cinema, homenagear a mulher (ele que sempre teve uma aureola de sedutor galanteador), ao mesmo tempo que colocava uma distância evidente entre este cinema pobre italiano e o cinema da grande indústria de Hollywood.


LADRÕES DE BICICLETAS
Título original: Ladri di Biciclette
Realização: Vittorio De Sica (Itália, 1948); Argumento: Cesare Zavattini, Suso Cecchi D'Amico, Vittorio De Sica, Oreste Biancoli, Adolfo Franci, Gerardo Guerrieri, segundo romance de Luigi Bartolini ; Produção: Giuseppe Amato, Vittorio De Sica; al Música: Alessandro Cicognini; Fotografia (p/b): Carlo Montuori; Montagem: Eraldo Da Roma; Design de produção: Antonio Traverso; Direcção de produção: Nino Misiano, Umberto Scarpelli; Assistentes de realização: Luisa Alessandri, Gerardo Guerrieri, Sergio Leone; Som: Biagio Fiorelli, Bruno Brunacci; Companhias de produção: Produzioni De Sica; Intérpretes: Lamberto Maggiorani (Antonio Ricci), Enzo Staiola (Bruno Ricci), Lianella Carell (Maria Ricci), Gino Saltamerenda (Baiocco), Vittorio Antonucci (o ladrão), Giulio Chiari, Elena Altieri, Carlo Jachino, Michele Sakara, Emma Druetti, Fausto Guerzoni, Giulio Battiferri, Ida Bracci Dorati, Nando Bruno, Eolo Capritti, Memmo Carotenuto, Giovanni Corporale, Sergio Leone (estudante do seminário), Mario Meniconi, Massimo Randisi, Checco Rissone, Peppino Spadaro, Umberto Spadaro, etc. Duração: 93 minutos; Distribuição em Portugal (DVD): Costa do Castelo Filmes; Classificação etária: M/6 anos; Estreia em Portugal: 20 de Novembro de 1950.

VITTORIO DE SICA



VITTORIO DE SICA (1901-1974)
Vittorio Domenico Stanislao Gaetano Sorano De Sica nasceu a 7 de Julho de 1901, em Sora, Lazio, Itália, e viria a falecer a 13 de Novembro de 1974, com 73 anos, em Neuilly-sur-Seine, Hauts-de-Seine, França. Filho de Umberto De Sica, empregado bancário, e de Teresa Manfredi. A sua juventude não foi o que se possa dizer bafejada pela sorte. Passou por dificuldades, numa família pobre da pequena burguesia. “Umberto D.” é dedicado ao pai e de certa forma evoca esses tempos difíceis. No fim da primeira guerra mundial, diploma-se em Contabilidade e estuda no Instituto Superior de Comércio. Casado com a actriz italiana Giuditta Rissone (1937–1954) e depois com a também actriz, mas catalã, Maria Mercader (1959–1974). Pai de Emi De Sica, Manuel De Sica e Christian De Sica.
Oscilando entre a contabilidade, um emprego num banco ou o funcionalismo público, mas acaba por ir parar ao teatro, depois de um encontro com um amigo, Gino Sabbatini, que lhe anuncia ter entrado para a companhia da actriz Tatiana Pavlova. De Sica tenta igualmente a sua sorte e é logo admitido em pequenos papéis. Começa, pois, cedo a sua carreira de actor, no teatro e no cinema (1917). Dá os primeiros passos na companhia de Tatiana Pavlova (“Sogno d'Amore Ashanta”), passando depois pelas companhias de Luigi e Italia Almirante Manzini (“L'Art et la Maniere”), Luigi Almirante, Giuditta Rissone e Sergio Tofano, durante o período 1927- 1928, representando clássicos da cena europeia, até chegar a primeiro actor, em 1930, na companhia de Guido Salvini e passar para a de Za-Bum, dirigida por Mario Mattoli, conseguindo a sua afirmação definitiva com “Le Lucciole delta Citta” (Falconi e Biancoli).
Em 1933 forma a sua própria companhia, a Sergio Tofano-Giuditta Rissone-Vittorio De Sica, que em 1935 se transforma na De Sica-Rissone-Melnatti, com um repertório de obras de tipo cómico-sentimental, em estilo de revista e musical, que, graças à boa actuação dos actores e à enorme popularidade que De Sica estava a ganhar no cinema, consegue a aceitação de todos os públicos, Em 1940, forma de novo a companhia De Sica-Rissone-Tofano (onde interpreta Goetz, Betti, PirandelIo, etc.), que se dissolve em 1942, criando De Sica diversos papéis que lhe garantem sucesso pessoal até 1945, para constituir a sua última companhia, em 1946, a De Sica-Nini Besozzi-Vivi Gioi (com um reportório onde avultam Beaumarchais, Crommelynck, Saroyan, etc.). Em 1957, representa no Festival de Veneza “L'Impresario delle Smirne”, de Goldoni, e, em 1949, “Lettere d'amore”, de Gherardi, que é a sua última aparição no teatro.
A partir daí, consagra-se exclusivamente ao cinema, como actor e realizador, actividade que iniciara em 1940 com “Rosas de Sangue” e a que, desde então, passou a dedicar grande atenção. Os seus primeiros filmes, como realizador, não suscitam grande entusiasmo crítico, são sobretudo comédias teatrais onde vai experimentando a técnica e ganhando endurance. Actor de enorme vitalidade e simpatia, um sedutor inato, bem à maneira italiana, napolitano na exuberância, a sua extensíssima filmografia como actor, mas a de realizador em particular, fazem dele um marco na história do cinema italiano, sendo um dos criadores do neo-realismo, de colaboração com o seu amigo de sempre Cesare Zavattini, do “verismo”, depois de ter passado pela onda das comédias de “telefone branco”, deixando sempre uma marca do seu inconfundível talento, sensibilidade, generosidade e personalidade.
Com “I Bambini ci Guardano” (1944) inicia uma obra pessoal, que se afirma internacionalmente, dois anos depois, com “Sciuscià”, um tremendo falhanço em Itália, um sucesso estrondoso no estrangeiro, particularmente nos EUA, onde ganha um Oscar. Com “Ladri di Biciclette” (Ladrões de Bicicletas) é o reconhecimento. Comparam-no a Chaplin, e a sua áurea mantem-se com
Miracolo a Milano (O Milagre de Milão, 1951), Umberto D. (Umberto D., 1952), “Stazione Termini” (Estação Terminus, 1953), “L'Oro di Napoli” (O Ouro de Nápoles, 1954), “Il Tetto” (O Tecto, 1956) ou “La Ciociara” (As Duas Mulheres, 1961). Passa depois por um período de certo apagamento, regressando á ribalta com comédias de grande êxito, em meados da década de 60
“Ieri, Oggi e Domani” (Ontem, Hoje e Amanhã), “Matrimonio all'Italiana” (Matrimónio à Italiana) ou “Un Monde Nouveau” (Um Mundo Novo). A sua carreira estabiliza, sem o prestígio de outrora, mas com muita dignidade, com “Caccia alla Volpe” (A Raposa Dourada), “Sette Volte Donna” (Sete Vezes Mulher), “Le Streghe” (A Magia da Mulher), episódio “Una Sera come le Altre”, “Amanti” (Um Lugar para Amar), “I Girasoli” (O Último Adeus), até voltar ao Oscars com o excelente “Il Giardino dei Finzi-Contini” (O Jardim em que Vivemos, 1970). As últimas realizações não acrescem nada ao seu prestígio: “Lo Chiameremo Andrea” (O Filtro do Amor), “Una Breve Vacanza” (Pausa Breve) ou “Il Viaggio” (A Viagem, 1974).
Na televisão, interpreta “Quatro Homens Justos” (The Four Just Men, 1959), rodada em Inglaterra. Dirige igualmente uma série sobre os maiores tenores líricos.
É vasta a galeria de prémios ganha por Vittorio De Sica, onde se destacam quatro Oscars e diversas nomeações. Em 1947, Oscar Honorário para “Sciuscià”. Em 1949, Oscar de Melhor Filme em Língua não Inglesa, para “Ladrões de Bicicletas”; o mesmo Oscar em 1965, para “Ontem, Hoje e Amanhã”, e em 1972 para “O Jardim em que Vivemos”. Como intérprete, ganhou o Oscar de Melhor Actor Secundário, pela composição de major Rinaldi, no filme de 1957, de Charles Vidor, “A Farewell to Arms”; Recebe o BAFTA (British Academy Award) de 1950 para Melhor Filme, com “Ladrões de Bicicletas”; Vittorio De Sica arrecada o Interfilm Grand Prix, em 1971, no Festival de Berlim; “Milagre de Milão” ganha a Palma de Ouro do Festival de Cannes; “Umberto D.”, “Stazione Termini”, “La Ciociara” ou “L'Oro di Napoli” foram seleccionados para o mesmo Festival, onde “Il Tetto” ganha o Prémio OCIC; Nastro d'Argento para melhor realizador em 1946 por “Sciuscià”; Nastro d'Argento para a melhor película, realizador, argumento, fotografia e música do cinema italiano de 1948-1949 por “Ladrões de Bicicletas”; Nastro d'Argento para o melhor actor italiano de 1948 por “Cuore”; “Il Giardino dei Finzi-Contini” ganha o Urso de Ouro do Festival de Berlim, em 1970.
Conta-se que, durante a rodagem de “La Porta del Cielo” (A Porta do Céu, 1945), Vittorio de Sica empregou com figurantes, mais de 300 judeus e outras pessoas ameaçadas pelos nazis. Para evitar a sua captura e envio para campos de extermínio, e perante o avanço das tropas aliadas, prolongou as filmagens o mais que pode até à chegada dos Aliados, em Junho de 1944. 
Era bem conhecida, e nunca escondida, a sua paixão pelo jogo, onde perdia fortunas, pelo que por vezes trabalhava em projectos meramente comerciais para assegurar verbas para o seu vício e os seus filmes de autor. Nalguns filmes, a sua personagem projectava esse seu prazer pelo jogo (veja-se “O Conde Max” ou “O Ouro de Nápoles”).
Casado em 1937 com Giuditta Rissone, de quem teve uma filha, Emi, conhece em 1942, durante a rodagem de “Un Garibaldino al Convento”, a actriz catalã Maria Mercader (irmã de Ramon Mercader, o assassino de Trotsky), com quem passa a ter uma relação que terminará num casamento que se estende até à sua morte. Mas este casamento foi acidentado: casa com ela em 1959, no México, mas a união é considerada ilegítima em Itália, apesar de se ter divorciado de Rissone em 1954. Em 1968, obtém a nacionalidade francesa e casa, em Paris, novamente com Mercader, de quem já tinha dois filhos, Manuel, nascido em 1949, músico, e Christian, nascido em 1951, actor e realizador. Apesar de divorciado, mantinha uma vida dupla, com duas famílias. Celebrava duplamente o Natal e o Ano Novo. Para o conseguir, atrasava duas horas o relógio em casa de Mercader, e assim brindava numa e noutra casa.



FILMOGRAFIA
Como realizador:
1940: Rose Scarlatte (Rosas de Sangue)
1940: Maddalena, Zero in Condotta
1941: Teresa Venerdì
1942: Un Garibaldino al Convento
1944: I Bambini ci Guardano
1945: La Porta del Cielo (A Porta do Céu)
1946: Sciuscià
1948: Cuore
1948: Ladri di Biciclette (Ladrões de Bicicletas)
1951: Miracolo a Milano (O Milagre de Milão)
1952: Umberto D. (Umberto D.)
1953: Villa Borghese
1953: Stazione Termini (Estação Terminus)
1954: L'Oro di Napoli (O Ouro de Nápoles)
1956: Il Tetto (O Tecto)
1958: Anna di Brooklyn
1961: La Ciociara (As Duas Mulheres)
1961: Il Giudizio Universale (O Último Julgamento)
1962: I Sequestrati di Altona (Os Sequestrados de Altona)
1962: Boccaccio '70 (Boccaccio '70), episódio “La Riffa”
1963: Il Boom (Negócio à Italiana)
1963: Ieri, Oggi e Domani (Ontem, Hoje e Amanhã)
1964: Matrimonio all'Italiana (Matrimónio à Italiana)
1966: Un Monde Nouveau (Um Mundo Novo)
1966: Caccia alla Volpe (A Raposa Dourada)
1967: Sette Volte Donna (Sete Vezes Mulher)
1967: Le Streghe ou The Witches (A Magia da Mulher), episódio “Una Sera come le Altre”
1968: Amanti (Um Lugar para Amar)
1970: I Girasoli (O Último Adeus)
1970: Il Giardino dei Finzi-Contini (O Jardim em que Vivemos)
1970: Le Coppie, episódio Il Leone
1971: Dal referendum alla costituzione: Il 2 giugno (Documentário)
1971: I Cavalieri di Malta (Documentário)
1972: Lo Chiameremo Andrea (O Filtro do Amor)
1973: Una Breve Vacanza (Pausa Breve)
1974: Il Viaggio (A Viagem)


FILMOGRAFIA
Como actor:
1917: Il Processo Clemenceau, de Alfredo De Antoni
1927: La Bellezza del Mondo, de Mario Almirante
1928: La Compagnia dei Matti (O Clube dos Loucos), de Mario Almirante
1932: Due Cuori Felici, de Baldassarre Negroni
1932: Gli Uomini, che Mascalzoni!, de Mario Camerini
1932: La Vecchia Signora, de Amleto Palermi
1933: La Segretaria per Tutti, de Amleto Palermi
1933: Un Cattivo Soggetto, de Carlo Ludovico Bragaglia
1933: Paprika (Paprika, uma Rapariga dos Diabos), de Carl Boese
1933: La Canzone del Sole, de Max Neufeld
1934: Lisetta, de Carl Boese
1934: Il Signore Desidera?, de Gennaro Righelli
1934: Tempo Massimo, de Mario Mattoli
1935: Amo te sola, de Mario Mattoli
1935: Darò un Milione, de Mario Camerini
1936: Non ti Conosco Più, de Nunzio Malasomma
1936: Ma non è una Cosa Seria, de Mario Camerini
1936: Lohengrin, de Nunzio Malasomma
1936: L'Uomo che Sorride, de Mario Mattoli
1937: Questi Ragazzi, de Mario Mattoli
1937: Il signor Max, de Mario Camerini
1937: Napoli d'altri tempi, de Amleto Palermi
1938: La mazurka di papà, de Oreste Biancoli
1938: Partire, de Amleto Palermi
1938: Il Trionfo dell'amore, de Mario Mattoli
1938: Hanno Rapito un Uomo, de Gennaro Righelli
1938: L'Orologio a Cucù, de Camillo Mastrocinque
1938: Le Due Madri, de Amleto Palermi
1939: Castelli in Aria, de Augusto Genina
1939: Ai Vostri Ordini, Signora!, de Mario Mattoli
1939: Grandi Magazzini, de Mario Camerini
1939: Finisce sempre Così, de Enrique Telémaco Susini
1939: Rose Scarlatte (Rosas de Sangue), de Giuseppe Amato e Vittorio De Sica
1940: Manon Lescaut (Manon Lescaut), de Carmine Gallone
1940: Pazza di Gioia, de Carlo Ludovico Bragaglia
1940: Maddalena... Zero in Condotta, de Vittorio De Sica
1940: La Peccatrice, de Amleto Palermi
1941: L'Avventuriera del Piano di Sopra, de Raffaello Matarazzo
1941: Teresa Venerdì (Uma Rapariga às Direitas), de Vittorio De Sica
1942: Un Garibaldino al Convento, de Vittorio De Sica
1942: La Guardia del Corpo, de Carlo Ludovico Bragaglia
1942: Se io Fossi Onesto (Minha Mulher é um Anjo), de Carlo Ludovico Bragaglia
1943: I Nostri Sogni, de Vittorio Cottafavi
1943: Nessuno torna Indietro, de Alessandro Blasetti
1943: L'Ippocampo, de Gian Paolo Rosmino
1943: Non Sono Superstizioso... ma!, de Carlo Ludovico Bragaglia
1945: Lo Sbaglio di Essere Vivo, de Carlo Ludovico Bragaglia
1946: Il Mondo Vuole Così, de Giorgio Bianchi
1946: Roma Città Libera (Roma, Cidade Aberta), de Marcello Pagliero
1946: Abbasso la Ricchezza!, de Gennaro Righelli
1947: Lo Sconosciuto di San Marino, de Michal Waszynski e Vittorio Cottafavi
1947: Cuore, de Duilio Coletti
1947: Natale al Campo 119, regia di Pietro Francisci
1947: Sperduti nel Buio (Perdidos na Escuridão), de Camillo Mastrocinque
1949: Domani è Troppo Tardi (Amanhã Será Tarde), de Léonide Moguy
1951: Buongiorno, Elefante! (Bom Dia, Elefante), de Gianni Franciolini
1951: Cameriera Bella Presenza Offresi... (Criada, Oferece-se…), de Giorgio Pàstina
1952: Il Processo di Frine, episódio de Altri tempi (Outros Tempos), de Alessandro Blasetti
1953: L'Orso, episódio de “Il Matrimonio” (O Matrimónio), de Antonio Petrucci
1953: Incidente a Villa Borghese (Incidente a Villa Borghese), episódio de “Villa Borghese” (Villa Borghese), de Gianni Franciolini
1953: Il Fine Dicitore, episódio de “Gran Varietà” (No Palco da Vida), de Domenico Paolella
1953: Pendolin, episódio de “Cento Anni d'Amore” (Cem Anos de Amor), de Lionello De Felice
1953: Madame de... (Madame De…), de Max Ophüls
1953: Pane, Amore e Fantasia (Pão, Amor e Fantasia), de Luigi Comencini
1954: Peccato che sia una Canaglia (Que Pena Seres Vigarista), de Alessandro Blasetti
1954: Pane, Amore e Gelosia (Pão, Amor e Ciúme), de Luigi Comencini
1954: Il Divorzio (O Divórcio), episódio de Il letto (Segredos de Alcova), de Gianni Franciolini
1954: Allegro Squadrone (A Alegria no Batalhão), de Paolo Moffa
1954: Vergine Moderna (Uma Rapariga Moderna), de Marcello Pagliero
1954: Scena all'Aperto e Don Corradino, episódio de “Tempi nostri” (Os Nossos Tempos), de Alessandro Blasetti
1954: I Giocatori, episódio de “L'Oro di Napoli” (O Ouro de Nápoles), de Vittorio De Sica
1955: La Bella Mugnaia (A Bela Moleira), de Mario Camerini
1955: Gli Ultimi Cinque Minuti (Os Últimos Cinco Minutos), de Giuseppe Amato
1955: Il Segno di Venere (Sob o Signo de Vénus), de Dino Risi
1955: Pane, Amore e... (Pão, Amor e…), de Dino Risi
1955: Racconti Romani (Contos Romanos), de Gianni Franciolini
1955: Il Bígamo (Agarra-me esse Homem), de Luciano Emmer
1955: I Giorni più Belli, de Mario Mattoli
1956: Mio Figlio Nerone (Os Fins-de-semana de Nero), de Steno
1956: I Colpevoli, de Turi Vasile
1956: Souvenir d'Italie (Aconteceu em Itália), de Antonio Pietrangeli
1956: Noi Siamo le Colonne (Finalistas em Apuros), de Luigi Filippo D'Amico
1956: Padri e Figli (País e Filhos), de Mario Monicelli
1956: Tempo di Villeggiatura (Tempo de Férias), de Antonio Racioppi
1956: Montecarlo (A História de Monte Carlo), de Samuel Taylor e Giulio Macchi
1956: La Fortuna di Essere Donna (A Sorte de Ser Mulher), de Alessandro Blasetti (não creditado)
1957: Casinò de Paris (Casino de Paris), de André Hunebelle
1957: Pane, Amore e Andalusia (Pão, Amor e Andaluzia), de Javier Setó
1957: Il Conte Max (O Conde Max), de Giorgio Bianchi
1957: La Donna che Venne dal Mare (A Mulher Nascida do Mar), de Francesco De Robertis
1957: Il Medico e lo Stregone (O Médico e o Charlatão), de Mario Monicelli
1957: Vacanze a Ischia (Férias em Ischia), de Mario Camerini
1957: Totò, Vittorio e la Dottoressa (Totó, Vittorio e a Médica), de Camillo Mastrocinque
1957: A Farewell to Arms (Adeus às Armas), de Charles Vidor
1957: Amore e Chiacchiere (Amor e… Conversa), de Alessandro Blasetti
1958: Ballerina e Buon Dio (A Bailarina e o Bom Deus), de Antonio Leonviola
1958: Gli Zitelloni (Os Solteirões), de Giorgio Bianchi
1958: Kanone Serenade! ou Pezzo, Capopezzo e Capitano (A Serenata dos Canhões), de Wolfgang Staudte
1958: Anna di Brooklyn (Ana de Brooklyn), de Reginald Denham e Carlo Lastricati
1958: Domenica è Sempre Domenica, de Camillo Mastrocinque
1958: Uomini e Nobiluomini (Fidalgos e Plebeus), de Giorgio Bianchi
1958: La Ragazza di Piazza San Pietro (A Rapariga da Praça de São Pedro), de Piero Costa
1958: Nel Blu Dipinto di Blu, de Piero Tellini
1958: Policarpo, Ufficiale di Scrittura, de Mario Soldati
1958: La Prima Notte (Amor e Vigarice), de Alberto Cavalcanti
1959: Ferdinando I, Re di Napoli (Fernando I, Rei de Nápoles), de Gianni Franciolini
1959: Gastone, de Mario Bonnard
1959: Il Generale della Rovere (O General Della Rovere), de Roberto Rossellini
1959: Il Mondo dei Miracoli (O Mundo dos Milagres), de Luigi Capuano
1959: Il Moralista (O Moralista), de Giorgio Bianchi
1959: Il Nemico di Mia Moglie (O Inimigo da Minha Mulher), de Gianni Puccini
1959: Vacanze d'Inverno (Férias de Inverno), de Camillo Mastrocinque
1960: Austerlitz (Austerlitz), de Abel Gance
1960: La Sposa Bella (O Anjo Vermelho), de Nunnally Johnson e Mario Russo
1960: Le Tre Eccetera del Colonnello (Os 3 Etc. do Coronel), de Claude Boissol
1960: Le Pillole di Ercole (Hércules), de Luciano Salce
1960: Un Amore a Roma, de Dino Risi
1960: Il Vigile (O Herói da Cidade), de Luigi Zampa
1960: La Baia di Napoli (Começou em Nápoles), de Melville Shavelson
1960: La Miliardária (A Milionária), de Anthony Asquith
1961: Gli Attendenti, de Giorgio Bianchi
1961: L'Onorata Società, de Riccardo Pazzaglia
1961: Le Meraviglie di Aladino (Lâmpada de Aladino), de Mario Bava e Henry Levin
1961: I Celebri Amori di Enrico IV, de Claude Autant-Lara
1961: La Fayette, una Spada per Due Bandiere (La Fayette), de Jean Dréville
1961: I Due Marescialli (Os Dois Carabineiros), de Sergio Corbucci
1961: Gli Incensurati, de Francesco Giaculli
1961: Il Giudizio Universale (O Último Julgamento), de Vittorio De Sica
1962: Eva (Eva), de Joseph Losey
1965: Caccia Alla Volpe (A Raposa Dourada), de Vittorio De Sica
1965: Le Avventure e Gli Amori di Moll Flanders (A Vida Amorosa de Moll Flanders), de Terence Young
1966: Io, Io, Io... e Gli Altri (Eu, Eu, Eu e… os Outros), de Alessandro Blasetti
1966: Gli Altri, Gli Altri e Noi, de Maurizio Arena
1967: Un Italiano in America (A América dos Meus Sonhos), de Alberto Sordi
1968: Colpo Grosso alla Napolitana (A Maior Bolada do Mundo), de Ken Annakin
1968: The Shoes of the Fisherman (As Sandálias do Pescador), de Michael Anderson
1968: Caroline Chérie, de Denys de la Patellière
1968: L'Uomo Venuto dal Kremlino, de Michael Anderson
1969: If It's Tuesday, This Must Be Belgium, de Mel Stuart
1969: Una su 13 (Doze Mais Uma), de Nicholas Gessner e Luciano Lucignani
1970: Cose di Cosa Nostra, de Steno
1971: Trastevere, de Fausto Tozzi
1971: Io non Vedo, tu non Parli, lui non Sente (Eu Não Vejo, Tu Não Falas, Ele Não Ouve), de Mario Camerini
1972: L'Odore Delle Belve (Caçador de Escândalos), de Richard Balducci
1972: Siamo tutti in Libertà Provvisoria, de Manlio Scarpelli
1972: Grande Slalom per una Rapina, de George Englund
1972: Le Avventure di Pinocchio, de Luigi Comencini
1972: Ettore lo Fusto, de Enzo G. Castellari
1973: Piccoli Firacoli, de Jeannot Szwarc (TV)
1973: Storia de Fratelli e de Cortelli, de Mario Amendola
1973: Il Delitto Matteotti, de Florestano Vancini
1973: Viaggia, Ragazza, Viaggia, hai la Musica nelle Vene, de Pasquale Squitieri
1974: Dracula cerca Sangue di Vergine... e Morì di Sete!!! ou Blood for Dracula (Sangue Virgem  para Drácula), de Paul Morrissey e Antonio Margheriti
1974: C'Eravamo Tanto Amati (Tão Amigos que Nós Eramos), de Ettore Scola
1974: Intorno, de Manuel De Sica (curta-metragem)
1974: L'Eroe, de Manuel De Sica (TV) 

domingo, 14 de setembro de 2014

ÉPOCA DE OURO DO CINEMA ITALIANO - Programação


Lauro António: Masterclasse de História do Cinema
Forum Municipal Luísa Todi - Setúbal 
“A IDADE DE OURO DO CINEMA ITALIANO”
(dos anos 40 aos anos 70)
De Sica / Fellini / Risi / Visconti / Rossellini/ Antonioni

Durante os derradeiros anos da II Guerra Mundial, impondo-se definitivamente logo a seguir ao final do conflito, desenvolveu-se em Itália um movimento cinematográfico que ficou conhecido como neo-realismo. Lutando contra a opressão do fascismo-nazismo que dominou até 1945, o movimento procurou libertar o cinema das teias da anterior mentira e do artificialismo, procurando temas populares, que retractassem a realidade social do País, saindo da segurança dos estúdios para filmar na rua, trocando actores profissionais por amadores, improvisando ficções muito ligadas ao documentarismo, e descobrindo uma geração de cineastas que se haveria de impor como das mais importantes do cinema mundial: Vittorio De Sica, Cesare Zavattini, Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Dino Risi, Giuseppe DeSantis, Pietro Germi, Aldo Vergano, Alberto Lattuada, Luciano Emmer, Renato Castellani, Luigi Zampa, Mario Comencini, entre tantos outros.  Em simultâneo, lançaram-se dezenas de novos actores que iriam marcar igualmente a produção cinematográfica das décadas seguintes.
Nesta nova masterclass de “História do Cinema”, relativa à temporada 2014 / 2015, “A Idade de Ouro do Cinema Italiano” (dos anos 40 aos anos 70), no Forum Luisa Todi, em Setúbal, poderemos tomar contacto com um vasto núcleo de obras essenciais dos mais salientes autores e das mais variadas tendências do primeiro neo-realismo e das suas derivas futuras, como Vittorio De Sica, Cesare Zavattini, Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Dino Risi ou Alberto Lattuada. Por esses filmes perpassam alguns dos maiores actores e actrizes desse período extremamente fecundo e de uma invulgar influência em toda a cinematografia mundial. Entre dezenas de outros, italianos e internacionais, citam-se Sophia Loren, Jean Paul Belmondo, Marcello Mastroianni, Giulietta Masina, Alberto Sordi, Anthony Quinn, Richard Basehart, Vittorio Gassman, Jean-Louis Trintignant, Catherine Spaak, Broderick Crawford, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Claudia Cardinale, Dirk Bogarde, Ingrid Thulin, Helmut Griem, Romolo Valli, Giancarlo Giannini, Laura Antonelli, Jennifer O’Neill, Lea Massari, Ugo Tognazzi, Nino Manfredi, Sylvia Koscina, Agostina Belli, Folco Lulli, Silvana Mangano, Massimo Girotti, Trevor Howard, Romy Schneider, Helmut Berger, Alida Vali, Farley Granger, Maria Schell, Alain Delon, Renato Slavatore, Annie Girardot, Burt Lancaster, Aldo Fabrizi, Ingrid Bergman, George Sanders, Vittorio De Sica, Lucia Bosé, Massimo Girotti, Gino Cervi, Eleonora Rossi Drago, Paolo Stopa, Gabriele Ferzetti, Steve Cochran, Monica Vitti, Jeanne Moreau, Francisco Rabal, Richard Harris, Vanessa Redgrave, David Hemmings, Sara Miles, Jack Nicholson, Maria Schneider, Amedeo Nazari, François Perier, Franco Interlenchi, Franco Fabrizi, Peppino De Filippo, Carla Del Poggio, Sandra Milo, Valentina Cortese, Magali Noël, Dorian Gray, Franca Valeri, Yvonne Furneaux, Walter Chiari, Tomas Milan ou Daniela Silverio.
Uma temporada cheia de bom cinema, repleto de obras-primas indiscutíveis, comentadas por palestras e textos originais, que irão certamente permitir ter uma ideia muito aproximada de um dos momentos mais criativos e interventivos da cinematografia mundial.
Lauro António
“A IDADE DE OURO DO CINEMA ITALIANO”
Programação para 2014 /2015

Sessão
Realizador
Filme
Sessão 1
Vittorio De Sica



Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette) (1948), com Lamberto Maggiorai, Enzo Staiola, etc. 85 min; M/ 6 anos.
Scuiscia, Engraxador de Sapatos (Scuiscia) (1946), com Rinaldo Smordoni, Franco Interlenghi, etc. 84 min.; M/ 12 anos
Sessão 2
Vittorio De Sica
Milagre de Milão (Miracolo aMilano) (1951), com Guguelmo Barbabó, Paolo Stopa, Emma Graatica, etc. 93 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em inglês. 
Sessão 3
Vittorio De Sica
Umberto D (Umberto D.) (1952), com Carlos Battiti, Maria Pia Casilio, etc. 83 min; M/ 12 anos.
Sessão 4
Vittorio De Sica
Duas Mulheres (La Ciociara) (1960), com Sophia Loren, Jean Paul Belmondo, etc. 100 min; M/ 12 anos.
Sessão 5
Vittorio De Sica
Ontem, Hoje e Amanhã (Ieri, Oggi, Ddomani) (1963), com Sophia Loren, Marcello Mastroianni, etc. 118 min; M/ 12 anos.
Sessão 6
Vittorio De Sica
Matrimónio à Italiana (Matrimonio all'Italiana) (1964), com
Sophia Loren, Marcello Mastroianni, etc. 102 min; M/ 12 anos.
Sessão 7
Michelangelo Antonioni ("Tentato suicido"), Federico Fellini ("Un Agenzia matrimoniale'"), Alberto Lattuada ("Gli Italiani si voltano"), Carlo Lizzani ("L’ Amore che si paga'"), Francesco Maselli ("Storia di Caterina"), Dino Risi ("Paradiso per 3 ore") e Cesare Zavattini ("Storia di Caterina")
Retalhos da Vida (L’Amore in Città) (1953), com Rita Josa, Rosanna Carta, Enrico Pelliccia, etc. 104 min; M/12 anos. Italiano, com legendas em inglês.
Sessão 8
Federico Fellini
Mulheres e Luzes (Luci del varietà), de Federico Fellini, Alberto Lattuada (1950), com Peppino De Filippo, Carla Del Poggio, Giulietta Masina, etc. 93 min; M/ 12 anos.
O Sheick Branco (So Sceicco Bianco) (1952), com Alberto Sordi, Brunella Bovo, Giulietta Masina, et. 83 min; M/12 anos.
Sessão 9
Federico Fellini
Os Inúteis (I Vitelloni) (1953), com Alberto Sordi, Franco Interlenchi,Franco Fabrizi, etc. 102 min; M/ 12 anos.
Sessão 10
Federico Fellini
A Estrada (La Strada) (1954), com Anthony Quinn, Giulietta Masina, Rchard Basehart, etc. 103 min; M/ 12 anos.
Sessão 11
Federico Fellini
O Conto do Vigário (Il Bidone) (1955), com Broderick Crawford, Giulietta Masina, Richard Basehart, etc. 109 min; M/ 12 anos.
Sessão 12
Federico Fellini
Noites de Cabiria (Le Notte di Cabiria) (1957), com Giulietta Masina, Amedeo Nazari, François Perier, etc. 117 min; M/ 12anos.
Sessão 13
Federico Fellini
A Doce Vida (La Dolce VIta) (1960), com Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée, etc. 166 min; M/ 12 anos.
Sessão 14
Federico Fellini
Fellini 8 ½ (Otto e Mezzo) (1963), com Marcello Mastroianni, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, etc. 133 min; M/ 12 anos.
Sessão 15
Federico Fellini
Julieta dos Espíritos (Giulietta degli Spiriti) (1965), com Giulietta Masina, Sandra Milo, Valentina Cortese, etc. 118 min; M/ 12 anos.
Sessão 16
Federico Fellini
Roma de Fellini (Roma) (1972), com Britta Barnes, Peter Gonzales Falcon, Fiona Florence, etc. 128 min; M/ 12 anos.
Sessão 17
Federico Fellini
Amarcord (Amarcord) (1973), com Magali Noël, Bruno Zanin, Pupella Maggio, etc. 118 min; M/12 anos.
Sessão 18
Dino Risi
A Ultrapassagem (Il Sorpasso) (1962), com Vittorio Gassman, Jean-Louis Trintignant, Catherine Spaak, etc. 103 min; M/ 12 anos.
Sessão 19
Dino Risi
O Castigador (Il Mattatore) (1960), com Vittorio Gassman, Dorian Gray, etc. 97 min; M/ 12 anos.
Sessão 20
Dino Risi
O Viúvo (Il Vedovo) (1959), com Alberto Sordi, Franca Valeri, etc. 87 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em francês.
Sessão 21
Dino Risi
Uma Vida Difícil (Una Vitta Dofficile) (1961), com Alberto Sordi, Lea Massari, Franco Fabrizi, etc. 113 min; M/ 12 anos; Italiano, com legendas em francês.
Sessão 22
Dino Risi
Os Monstros (I Mostri) (1963). Com Vittorio Gssman, Ugo Tognazzi, etc. 117 min; M/ 12 anos.
Sessão 23
Dino Risi
Vejo Tudo Nu (Vedo Nudo) (1969), com Nino Manfredi, Sylvia Koscina, etc. 114 min; M/12 anos.
Sessão 24
Dino Risi
Em Nome do Povo Italiano (In Nome Del Popolo Italiano) (1971) com Ugo Tgnazzi, Vittorio Gassman, Yvonne Furneaux, etc. 103 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em francês.
Sessão 25
Dino Risi
Perfume de Mulher (Profumo di Donna) (1974), com Vittorio Gassman, Agostina Belli, etc. 98 min; M/ 12 anos.
Sessão 26
Luchino Visconti
Obsessão (Ossessione) (1943), com Clara Calamai, Massimo Girotti, etc. 134 min; M/ 12 anos.
Sessão 27
Luchino Visconti
A Terra Treme (La Terra Trema: Episodio del Mar) (1948), com Antonio Arcidiacono, Giuseppe Arcidiacono, etc. 153 min; M/ 12 anos.
Sessão 28
Luchino Visconti
Belíssima (Bellissima) (1951), com Anna Magnani, Walter Chiari, Tina Apicelli, etc. 110 min; M/ 12 anos.
Sessão 29
Luchino Visconti
Sentimento (Senso) (1953), com Alida Vali, Farley Granger, etc. 122 min; M/12 anos.
Sessão 30
Luchino Visconti
As Noites Brancas (Le Notti Bianche) (1957), com Marcello Mastroianni, Maria Schell, etc. 101 min; M/12 anos. Italiano, com legendas em inglês.
Sessão 31
Luchino Visconti
Rocco e os seus Irmãos (Rocco e i suoi Feratelli) (1960), com Alain Delon, Renato Slavatore, Annie Girardot, etc. 171 min; M/ 12 anos.
Sessão 32
Luchino Visconti
O Leopardo (Il Gattopardo) (1963), com Burt Lancaster, Alain Delon, Claudia Cardinale, etc. 187 min; M/ 12 anos.
Sessão 33
Luchino Visconti
Os Malditos (La Caduta degli Dei) (1969) com Dirk Bogarde, Ingrid Thulin, Helmut Griem, etc. 156 min; M/ 12 anos.
Sessão 34
Luchino Visconti
Morte em Veneza (Morte a Venezia) (1971), com Dirk Bogarde, Romolo Valli, Mark Burns, etc. 125 min; M/ 12 anos.
Sessão 35
Luchino Visconti
Luís da Baviera (Ludwig) (1972), com Helmut Berger, Trevor Howard, Silvana Mangano, Romy Schneider, etc. 228 min; M/ 12 anos.
Sessão 36
Luchino Visconti
Violência e Paixão (Gruppo di Famiglia in un Interno) (1974), com Burt Lancaster, Helmut Berger, Silvana Mangano, etc. 116 mi; M/ 12 anos.
Sessão 37
Luchino Visconti
O Inocente (L’ Innocente) (1976), com Giancarlo Giannini, Laura Antonelli, Jennifer O’Neill, etc. 124 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em inglês.
Sessão 38
Roberto Rossellini
Roma, Cidade Aberta (Roma, Citta Aperta) (1945), com Anna Magnanni, Aldo Fabrizi, etc. 98 min; M/ 12 anos.
Sessão 39
Roberto Rossellini
Libertação (Paisá) (1946), com Carmela Sazio, Gar Moore, William Tubbs, etc. 120 min; M/ 12 anos.   
Sessão 40
Roberto Rossellini
Alemanha, Ano Zero (Germania, Ano Zero) (1947), com Edmundo Moeschke, Franz-Ott Kruger, etc. 71 min; M/ 12 anos.
Stromboli (Stromboli, Terra di Dio) (1949), com Ingrd Bergman, Mario Vitali, etc. M/ 12 anos
Sessão 41
Roberto Rossellini
Viagem a Itália (Viaggio in Italia) (1954), com Ingrid Bergman, George Sanders, etc. 79 min; M/ 12 anos.
O Medo (Non Credo più all'Amore - La Paura) (1954), com Ingrid Bergman, Mathias Wieman, etc. 71 min; M/ 12 anos.
Sessão 42
Roberto Rossellini
O General della Rovere (Il Generale della Rovere) (1959), com Vittorio Gassman, Hannes Messemer, etc. 117 min; M/12 anos.
Sessão 43
Michelangelo Antonioni
Crónica de um Amor (Cronaca di un Amore) (1950), com Lucia Bosé, Massimo Girotti, etc. 98 min; M/ 12 anos
A Dama das Camélias (La Signora Senza Camelie) (1953), com Lucia Bosé, Gino Cervi, etc. 98 min; M/ 12 anos.
Sessão 44
Michelangelo Antonioni
As Amigas (Le Amiche), com Eleonora Rossi Drago, Gabriele Ferzetti, Valentina Cortese, etc. 99 min; M/ 12 anos. M/ 12 anos.
Sessão 45
Michelangelo Antonioni
O Grito (Il Grido) (1957), com Steve Cochran, Alida Valli, Dorian Gray, etc. 115 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em inglês.
Sessão 46
Michelangelo Antonioni
A Aventura (L’Avventura) (1960), com Monica Vitti, Gabriele Ferzetti, Lea Massari, etc. 143 min; M/ 12 anos.
Sessão 47
Michelangelo Antonioni
A Noite (La Notte) (1961), com Marcello Mastroianni, Monita Vitti. Jeanne Moreau, etc. 117 min; M/ 12 anos.
Sessão 48
Michelangelo Antonioni
O Eclipse (L’ Eclisse), com Monica Vitti, Alan Delon, Francisco Rabal, etc. 125 min; M/ 12 anos. Italiano, com legendas em inglês.
Sessão 49
Michelangelo Antonioni
Deserto Vermelho (Il Deserto Rosso) (1964), com Monica Vitti, Richard Harris, etc. 112 min; Italiano, com legendas em francês.
Sessão 50
Michelangelo Antonioni
Blow Up, História de um Fotógrafo (Blow Up) (1966), com Vanessa Redgrave, David Hemmings, Sara Miles, etc. 106 min; M/ 12anos.
Sessão 51
Michelangelo Antonioni
Profissão: Repórter (The Passenger), com Jack Nicholson, Maria Schneider, etc. 121 min; M/ 12 anos.
Sessão 52
Michelangelo Antonioni
O Mistério de Oberwald (Il Mistero di Oberwald) (1981), com Monica Vitti, Franco Branciaroli, etc. 124 Min; M/ 12 anos.
Sessão 53
Michelangelo Antonioni
A Identificação de uma Mulher (L’Identificazione di una Donna) (1982), com Tomas Milan, Daniela Silverio, etc. 128 min; M/ 12 anos.